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(A) :: Loures. Influencers acusados de violação, pornografia de menores e ofensa à integridade física. Vítima foi gravada, diz MP

Loures. Influencers acusados de violação, pornografia de menores e ofensa à integridade física. Vítima foi gravada, diz MP

Ministério Público sustenta que os jovens partilharam numa discoteca pelo menos uma de várias gravações feitas enquanto cometeram os crimes.

Leonor Riso
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Quatro jovens influencers foram acusados de um crime de violação agravado e de 27 crimes de pornografia de menores agravados contra uma adolescente. Os acusados, com milhares de seguidores nas redes sociais, fizeram várias gravações do sucedido e pelo menos um vídeo foi visto mais de 32 mil vezes, apesar de ninguém ter alertado as autoridades. A denúncia acabaria por ser feita pela mãe da vítima.

Dois dos influencers foram ainda acusados de quatro crimes de ofensa à integridade física.

Segundo a acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures a que o Observador teve acesso, a vítima deduziu ainda acusação particular contra os quatro arguidos, por sete crimes de injúria, e avançou com um pedido de indemnização.

https://observador.pt/2025/10/31/pj-propoe-acusacao-contra-jovens-influencers-que-terao-filmado-violacao-de-adolescente-e-partilhado/

Os crimes remontam ao dia 12 de fevereiro de 2025, quando a menor combinou um encontro com os arguidos num jardim público e foram gravadas imagens de atos sexuais, de forma consensual. Mas quase duas horas mais tarde, os arguidos e a vítima deslocaram-se para uma “casa do lixo”, onde esta última foi agredida. Ao manifestar que se queria ir embora do local, a menor foi impedida de o fazer pelos quatro jovens, sendo que um deles garantiu mesmo que ela não ia. Segundo a acusação, a menor percebeu que só a deixariam ir embora caso mantivesse com os arguidos novos atos sexuais, e por isso, acedeu.

Cerca das 20 horas desse dia, os arguidos abandonaram o local. A vítima sofreu lesões em várias zonas do corpo perpetradas por dois dos quatro arguidos.

A acusação do Ministério Público adianta ainda que um dos arguidos enviou as gravações para outro. O primeiro mostrou ainda as imagens a várias pessoas num estabelecimento de diversão noturna.

Até ao fim de março decorre o prazo de contestação, e só depois serão marcadas as audiências de julgamento.