Um dérbi é sempre um dérbi. Quis o destino — leia-se sorteio — que Arsenal e Chelsea decidissem a primeira vaga na final da Taça da Liga inglesa. Na primeira mão, os rivais do Norte de Londres protagonizaram um jogo que teve tanto de equilibrado como de emotivo, mas que acabou por pender para o lado vermelho, que venceu em Stamford Bridge pela margem mínima (3-2). Agora, para esta partida decisiva, os gunners voltaram a contar com um Viktor Gyökeres cada vez mais em forma, que participou em seis golos (quatro golos e duas assistências) nos últimos seis jogos. Em caso de novo resultado positivo, o Arsenal iria voltar à final da Carabao Cup oito anos depois. Já os blues queriam voltar a Wembley dois anos depois.
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“Equipa aborrecida? Ouço precisamente o oposto. Por toda a Europa dizem que somos a equipa mais entusiasmante da Europa, com mais golos e mais jogos sem sofrer. O próximo jogo é sempre o mais importante e é o mais próximo de chegarmos a uma final. Cada equipa tem as suas particularidades. Acho que o Liam [Rosenior] está a fazer um trabalho incrível em diferentes competições. Amanhã [terça-feira] o jogo tem um contexto muito específico, por ser uma eliminatória. O facto é que jogamos em casa e estamos em vantagem, mas precisamos de concretizar isso na forma como vamos abordar o jogo. Estou muito grato pela forma como sou tratado, pela forma como sou respeitado e pela recetividade que todos os nossos adeptos têm com a equipa e comigo constantemente. Amanhã vamos ter mais um noite maravilhosa juntos”, perspetivou Mikel Arteta.
«Os jogadores estão a mostrar-me que estão empenhados. Os jogadores que são tão importantes e que ficam frustrados por não começarem os jogos estão todos a entrar em campo e a ter impacto. A realidade é que o Arsenal é favorito na eliminatória. Estão em vantagem por um golo e jogam em casa, por isso esperam passar à fase seguinte. Temos de dar o nosso melhor e, com sorte, a segunda mão será decisiva para virar o resultado. Os meus jogadores — penso, por exemplo, no Enzo Fernandez, que ganhou um Mundial, e no grupo que conquistou dois troféus no ano passado — são capazes de jogar grandes jogos. Conseguem ter um bom desempenho em jogos importantes, e o jogo de terça-feira é, sem dúvida, um jogo importante”, assumiu Rosenior.
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Para esta segunda mão, Mikel Arteta voltou a lançar de início Viktor Gyökeres, com o ex-Sporting a juntar-se a Gabriel Martinelli e Noni Madueke no ataque. No miolo, Martin Zubimendi, Declan Rice e Eberechi Eze foram os escolhidos, com Jurriën Timber e Piero Hincapié a partirem das laterais. A dupla de centrais voltou a ser composta por Gabriel Magalhães e William Saliba, ao passo que Kepa Arrizabalaga foi titular na baliza. Sem Pedro Neto, Liam Rosenior lançou de início Robert Sánchez, Wesley Fofana, Trevoh Chalobah, Jorrel Hato, Malo Gusto, Moisés Caicedo, Andrey Santos, Enzo Fernández, Marc Cucurella, Liam Delap e João Pedro.
Depois de uma entrada com mais bola do Arsenal, o Chelsea reagiu bem e começou a acercar-se da baliza de Kepa, mas os remates de Dealp (7′) e Hincapié (18′) saíram por cima. Na resposta, Gabriel desferiu um remate forte para uma grande defesa de Sánchez (18′), naquela que viria a ser a única tentativa da primeira parte, já que o jogo continuou muito equilibrado e preso a meio-campo. Na etapa complementar, os gunners entraram com outro fulgor, mas as oportunidades continuar a escassear. Na tentativa de mudar o rumo dos acontecimentos, Rosenior lançou Estêvão, que teve de ir ao Brasil poucas horas antes da partida, por motivos pessoais, e Cole Palmer, e a equipa melhorou, com a pressão a condicionar o rival. Na primeira tentativa, o brasileiro desequilibrou na esquerda e atrasou para o remate de longe de Enzo, por cima (65′).
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Arteta respondeu com a entrada de Kai Havertz para o lugar de Gyökeres, que passou ao lado do jogo, colecionando apenas um remate bloqueado, dez toques na bola, um passe certo e um duelo ganho. Leandro Trossard também entrou, saindo Madueke, com Alejandro Garnacho a render Andrey nos blues. Na reta final, o Arsenal ficou perto de resolver a eliminatória, com Zubimendi a cruzar para o cabeceamento de Gabriel Magalhães ao segundo poste, mas Cucurella impediu o golo com o corpo (77′). A resposta surgiu de um livre frontal, à entrada da área, com Palmer a atirar contra a barreira (81′). No canto, Fofana desviou de calcanhar ao primeiro poste, mas sem direção (82′). Já com Josh Acheampong em campo, Enzo Fernández voltou a ter espaço à entrada da área, mas voltou a atirar por cima (90′). No tempo de compensação, o Chelsea continuou a carregar, mas não criou e acabou a sofrer, com Havertz a isolar-se e a contornar Sánchez para matar a eliminatória (90+7′).
Desta forma, o Arsenal está agora há dez jogos sem perder contra o grande rival, apurando-se para a final da Taça da Liga oito ano depois. O troféu foge aos gunners há 33 anos. A partida decisiva está marcada para 22 de março, com os londrinos a defrontarem o Manchester City ou Newcastle, que se defrontam esta quarta-feira, com os cityzens em vantagem (2-0).