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Putin e Trump são líderes mundiais menos apreciados por portugueses

Estudo de opinião da Intercampus analisou "impopularidade" dos políticos mundiais entre portugueses. 83% dos entrevistados não aprovam as ações de Putin, enquanto Trump tem apreciação negativa de 70%.

Agência Lusa
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Os presidentes da Federação Russa e dos Estados Unidos da América (EUA) são os responsáveis políticos mundiais com maior taxa de rejeição entre os portugueses, segundo um estudo de opinião da Intercampus.

O líder do Kremlin, Vladimir Putin, viu a sua ação política condenada por 83% dos inquiridos, enquanto o “inquilino” da Casa Branca, Donald Trump, mereceu apreciação negativa por parte de 70%.

No último lugar deste pódio desfavorável ficaram o presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com 69% de rejeição.

O primeiro lugar destacado de Putin no ranking da impopularidade é ainda mais visível noutros países europeus: Suécia (95%), Dinamarca (96%), Noruega (94%), Finlândia (92%) e Países Baixos (85%).

Pelo contrário, o Papa Leão XIV foi a única personalidade internacional com um índice de aprovação claramente positivo, com 64% da amostra portuguesa que respondeu ao inquérito a ter opinião algo ou muito favorável do chefe da Igreja Católica.

O diretor-geral da empresa portuguesa que realizou a sondagem de opinião de um consórcio internacional efetuada em 61 países de todo o mundo, António Salvador, concluiu que o retrato “é o de uma opinião pública cada vez mais exigente na avaliação do poder político global”.

“Em Portugal, essa exigência traduz-se numa leitura particularmente crítica das lideranças das grandes potências, associadas a decisões com impacto direto na estabilidade internacional, economia e vida das populações”, afirmou.

Segundo a Intercampus, foram inquiridas 64.097 pessoas e, em cada país, foi entrevistada uma amostra representativa de cerca de mil homens e mulheres, entre outubro e dezembro, nas modalidades presencial, via telefone ou através da internet. A margem de erro estimada foi de 3 a 5%, num nível de confiança de 95%.