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A ministra do Ambiente e da Energia garantiu, em entrevista à Rádio Observador esta terça-feira, que a população estará “segura” quando se aproximar o ponto crítico de possíveis cheias. “Está tudo preparado para tirar a população das zonas baixas, embora só haja risco de cheias controladas“, afirmou Maria da Graça Carvalho no programa Explicador, sublinhando que os trabalhos nas barragens portuguesas para prevenir catástrofes começaram “há cerca de três semanas”.
Graça Carvalho avisou que o caso mais preocupante é o do rio Mondego e, por isso, é que houve uma grande descarga na Barragem da Aguieira. “Dezembro foi o máximo de todos os tempos e Janeiro foi 150% acima do normal. Precisamos de fazer descargas preventivas“, disse, garantindo que o ministério está a controlar o caudal do rio Mondego — que enche muito rápido, ao contrário dos outros rios, que “têm cheias lentas”.
Os períodos mais críticos na zona de Coimbra são, assim, os de maré cheia. “O dia mais crítico é o de quarta-feira e também quinta de manhã”, disse a ministra, embora as previsões sejam atualizadas hora a hora pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Graça Carvalho garantiu que toda esta informação é passada à Proteção Civil e aos municípios — que “têm tudo preparado” caso se verifiquem cheias.
https://observador.pt/programas/explicador/cheias-esta-tudo-preparado-para-retirar-as-pessoas/
Questionada na Rádio Observador sobre o que está previsto caso seja necessário retirar pessoas devido às cheias, a ministra do Ambiente respondeu que isso é uma responsabilidade da Proteção Civil, embora a autoridade seja ajudada pelo Governo central.
Ainda assim, “um grande número de militares estão naquela zona [Coimbra], que vão ajudar, mas ordenados pela Proteção Civil distrital e regional. Está tudo previsto: para onde vão, alimentação, tudo organizado“, disse, acrescentando que no local estão forças “tanto da Proteção Civil como das Forças Armadas para ajudar a fazer essa operação”.
Maria da Graça Carvalho reafirmou, ainda, que a gestão entre Portugal e Espanha relativamente aos rios e barragens tem sido “perfeita” tanto no Douro, como no Minho, no Tejo e no Guadiana.
“Vai ser cada vez mais difícil fazer essa gestão, porque Espanha não tinha assim tanta água”, avisou, porém, a ministra do Ambiente. Ainda assim, “tem sido um rendilhado e a gestão é minuciosa e tem prevenido as cheias, que são controladas”.
“Tudo vamos fazer para que nos próximos dias, até dia 9, continue assim. Nada se garante que se consiga. Libertámos [nas barragens] nos últimos dias o equivalente ao consumo de um ano em Portugal inteiro para arranjar espaço”, reforçou.