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(A) :: Caso Epstein. Bill e Hillary Clinton voltam atrás e aceitam testemunhar perante o Congresso

Caso Epstein. Bill e Hillary Clinton voltam atrás e aceitam testemunhar perante o Congresso

Cerca de um mês após faltarem à audição marcada, o casal Clinton (que arriscava sanções legais) mudou agora de opinião. "Estarão presentes" perante o Congresso, anunciou porta-voz.

Mariana Marques Tiago
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Se primeiro alegaram que já tinham dado todas as informações sobre Jeffrey Epstein — e estavam dispostos a arriscar uma batalha legal —, o antigo Presidente dos EUA Bill Clinton e a antiga secretária de Estado Hillary Clinton estão agora dispostos a testemunhar no Congresso acerca do caso de abusos sexuais.

A informação foi primeiramente avançada por um assessor desta comissão, citado pelo jornal POLITICO, e posteriormente confirmada por um dos porta-voz do antigo presidente, Angel Ureña, na rede social X. “Eles contaram, sob juramento, o que sabiam, mas vocês não querem saber. O ex-presidente e a ex-secretária de Estado estarão presentes”, escreveu sobre o casal Clinton.

https://twitter.com/angelurena/status/2018466236766765153

A audição do casal estava marcada para dia 13 de janeiro, mas não só os Clinton não marcaram presença, como escreveram uma carta de quatro páginas onde recusavam as intimações feitas pela comissão do Congresso e garantiam que já tinham apresentado todas as informações que possuem. “Tentámos dar-vos toda a pouca informação que temos. Fizemo-lo porque os crimes do sr. Epstein são horrorizantes”, consta no documento.

Depois de terem faltado à audição, a comissão da Câmara dos Representantes ponderou aplicar medidas ao casal por terem desrespeitado o Congresso. Caso esta proposta fosse aceite, os Clinton podiam vir a ser multados ou até enfrentar pena de prisão. Agora, a poucos dias de esta votação acontecer, o casal volta atrás na sua decisão.

https://observador.pt/2026/01/13/bill-e-hillary-clinton-recusam-testemunhar-sobre-epstein-perante-o-congresso-e-arriscam-batalha-legal-com-o-poder-legislativo/

A decisão surge também cerca de um mês após serem divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA imagens de Bill Clinton num jacuzzi e numa piscina acompanhado de outras mulheres (uma delas Ghislaine Maxwell, companheira de Epstein e condenada a 20 anos de prisão por crimes contra menores), associadas ao caso Epstein.

À época, o porta-voz Angel Ureña criticou o departamento norte-americano de estar a divulgar “fotos granuladas com mais de 20 anos”. Garantindo que Bill Clinton “não tem nada a ver” com o caso Epstein, o porta-voz rematou: “Há dois tipos de pessoas aqui: o primeiro grupo não sabia nada e cortou relações com Epstein antes de os seus crimes conhecerem a luz do dia. O segundo grupo continuou relações com ele depois disso. Nós estamos no primeiro grupo.”

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