António Leitão Amaro rejeitou comentar a prestação da ministra da Administração Interna na reação à tempestade Kristin, considerando que “este não é o momento da avaliação, é o momento da ação”. Ainda assim, defendeu em entrevista à CNN esta segunda-feira que Maria Lúcia Amaral tem “com certeza” condições para liderar a sua pasta.
Confrontado com algumas declarações do Governo e da ministra, Leitão Amaro reconheceu que a clareza da comunicação “é um aspeto importante na gestão de crise” e que o Executivo faz “um esforço todos os dias para comunicar cada vez melhor”. Mas o ministro da Presidência rejeita avaliar os governantes com base nas suas declarações públicas: “Não estar a comunicar significa que não se está a fazer nada? Não.”
Leitão Amaro também abordou a polémica sobre o vídeo nas suas redes sociais, admitindo que a publicação “não devia ter acontecido” e que mandou apagá-lo. “No dia a seguir à publicação, vi o vídeo e percebi a interpretação que estava a gerar. Mandei apagar imediatamente o vídeo. Porquê? O que era um exercício normal noutra circunstância — mostrarmos o outro lado do que estamos a fazer — naquela situação teve [outra interpretação], uma interpretação legítima, não estou a acusar o intérprete”, contou.
Depois, o ministro respondeu a dúvidas sobre a resposta que está a ser dada no terreno, garantindo que Portugal “tem um número total de geradores suficiente” e que não é necessário de ativar o Mecanismo europeu para receber mais da Europa. Explicou que, à medida que são ligadas mais casas à rede elétrica, os geradores deixam de ser necessários e são relocalizados. Numa primeira fase, a dificuldade não era o número de geradores, mas “fazê-los circular no território” até aos pontos de maior necessidade, acrescentou.
Depois, o ministro rejeitou que a reunião Comissão Nacional de Emergência e Proteção Civil — um “órgão consultivo”, sublinhou — tenha reunido demasiado tarde, ao fazê-lo apenas este domingo. Leitão Amaro comparou esta acusação às críticas sobre um eventual atraso na declaração do estado de calamidade, considerando que essas decisões “não acrescentam” ao que está a ser feito naquele momento. No caso da Comissão que reuniu este domingo, Leitão Amaro disse que uma reunião mais precoce não teria feito diferença porque o Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil “estava a funcionar de forma ininterrupta e permanente”.
Nesta fase, o ministro da Presidência acredita que “o fenómeno mais preocupante de todos é o das cheias”, apontando para o risco especial nas bacias do Mondego e do Vouga. Leitão Amaro disse que o Estado está “pronto para responder, como tem feito”, a eventuais novas consequências decorrentes do mau tempo previsto para os próximos dias. O governante lembrou ainda que se a dívida pública desceu, no ano passado, para mínimos históricos, “serve para, nestes momentos, estarmos prontos para responder”. “O Orçamento de Estado vai ajudar os portugueses na necessidade”, rematou.
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