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(A) :: Leitão Amaro defende que Maria Lúcia Amaral tem condições para continuar no Governo

Leitão Amaro defende que Maria Lúcia Amaral tem condições para continuar no Governo

Ministro da Presidência rejeita comentar atuação da ministra na resposta à tempestade Kristin. Revela que foi o próprio a mandar apagar vídeo polémico nas redes sociais: “Não devia ter acontecido.”

Miguel Pereira Santos
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António Leitão Amaro rejeitou comentar a prestação da ministra da Administração Interna na reação à tempestade Kristin, considerando que “este não é o momento da avaliação, é o momento da ação”. Ainda assim, defendeu em entrevista à CNN esta segunda-feira que Maria Lúcia Amaral tem “com certeza” condições para liderar a sua pasta.

Confrontado com algumas declarações do Governo e da ministra, Leitão Amaro reconheceu que a clareza da comunicação “é um aspeto importante na gestão de crise” e que o Executivo faz “um esforço todos os dias para comunicar cada vez melhor”. Mas o ministro da Presidência rejeita avaliar os governantes com base nas suas declarações públicas: “Não estar a comunicar significa que não se está a fazer nada? Não.”

Leitão Amaro também abordou a polémica sobre o vídeo nas suas redes sociais, admitindo que a publicação “não devia ter acontecido” e que mandou apagá-lo. “No dia a seguir à publicação, vi o vídeo e percebi a interpretação que estava a gerar. Mandei apagar imediatamente o vídeo. Porquê? O que era um exercício normal noutra circunstância — mostrarmos o outro lado do que estamos a fazer — naquela situação teve [outra interpretação], uma interpretação legítima, não estou a acusar o intérprete”, contou.

Depois, o ministro respondeu a dúvidas sobre a resposta que está a ser dada no terreno, garantindo que Portugal “tem um número total de geradores suficiente” e que não é necessário de ativar o Mecanismo europeu para receber mais da Europa. Explicou que, à medida que são ligadas mais casas à rede elétrica, os geradores deixam de ser necessários e são relocalizados. Numa primeira fase, a dificuldade não era o número de geradores, mas “fazê-los circular no território” até aos pontos de maior necessidade, acrescentou.

Depois, o ministro rejeitou que a reunião Comissão Nacional de Emergência e Proteção Civil — um “órgão consultivo”, sublinhou — tenha reunido demasiado tarde, ao fazê-lo apenas este domingo. Leitão Amaro comparou esta acusação às críticas sobre um eventual atraso na declaração do estado de calamidade, considerando que essas decisões “não acrescentam” ao que está a ser feito naquele momento. No caso da Comissão que reuniu este domingo, Leitão Amaro disse que uma reunião mais precoce não teria feito diferença porque o Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil “estava a funcionar de forma ininterrupta e permanente”.

Nesta fase, o ministro da Presidência acredita que “o fenómeno mais preocupante de todos é o das cheias”, apontando para o risco especial nas bacias do Mondego e do Vouga. Leitão Amaro disse que o Estado está “pronto para responder, como tem feito”, a eventuais novas consequências decorrentes do mau tempo previsto para os próximos dias. O governante lembrou ainda que se a dívida pública desceu, no ano passado, para mínimos históricos, “serve para, nestes momentos, estarmos prontos para responder”. “O Orçamento de Estado vai ajudar os portugueses na necessidade”, rematou.

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