As últimas semanas foram particularmente ricas em debate político — algo habitual em períodos eleitorais. Acompanhei com atenção entrevistas e debates e, em vários momentos, surgiram dúvidas genuínas quanto ao meu sentido de voto. Considerei Luís Marques Mendes, pela sua preparação e profundo conhecimento do funcionamento da Presidência da República; Gouveia e Melo, pela imagem de personalidade forte e carácter; João Cotrim de Figueiredo, pelo foco no crescimento económico e na modernização do país; e António José Seguro, pela sua moderação, proximidade e capacidade de compreender e articular as diferentes prioridades e sensibilidades que hoje marcam a política nacional e internacional.
Na primeira volta acabei por votar em António José Seguro, com a convicção de que, face aos acontecimentos e à forma como os candidatos abordaram os temas centrais do debate político, era a melhor opção. Na segunda volta, essa convicção é ainda mais sólida. Votar em António José Seguro é votar num candidato que respeita plenamente os princípios, direitos e deveres fundamentais consagrados na Constituição e cuja postura institucional assegura um diálogo aberto, equilibrado e construtivo entre a Presidência da República e os partidos políticos, sempre em defesa do interesse nacional. É também essa postura que permite estreitar relações entre Portugal e outros países, tendo em vista o reforço da promoção das empresas portuguesas no exterior e a captação de mais investimento direto estrangeiro para a nossa economia.
Votar em António José Seguro é igualmente um voto claro de rejeição — um verdadeiro “cartão vermelho” — às ideias e aos comportamentos que hoje são representados pelo Chega e pelo seu líder. Precisamente por Portugal ter séculos de história — um dos argumentos mais repetidos pelo líder do Chega — seria uma verdadeira “página negra” eleger um Presidente da República que se comporta como uma criança mimada, que promove o ódio e a divisão entre os portugueses, que ignora a separação de poderes entre os órgãos de soberania, que desqualifica primeiros-ministros e chefes de Estado de outros países e que recorre a argumentos de uma superficialidade chocante.
O Presidente da República deve cumprir e fazer cumprir a Constituição, assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas e usar a sua influência institucional para promover o crescimento económico, a modernização do Estado, a redução das desigualdades territoriais e uma sociedade mais justa. É por isso que, no próximo dia 8 de fevereiro, vou votar em António José Seguro.