Dois anos após a tomada de posse de Javier Milei como Presidente, a Argentina vive uma notável recuperação económica. Com um mandato eleitoral claro, a administração de Milei implementou profundas reformas de mercado livre, revertendo décadas de intervenção estatal e políticas populistas que deixaram o país mergulhado na pobreza e na inflação.
Redução acentuada da pobreza
Um dos feitos mais marcantes do governo de Milei foi a rápida diminuição da pobreza. Quando assumiu funções, mais da metade da população argentina vivia abaixo do limiar da pobreza. Em apenas dois anos, graças a apoios sociais direcionados e à liberalização económica, a taxa de pobreza caiu para 27,5%, segundo informação fornecida pelo Ministério do Capital Humano, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), o valor mais baixo desde 2018, com mais de 10 milhões de argentinos a sair da situação de carência. “Estamos aqui para dizer que as experiências coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo — são, sim, a causa principal. Acreditem, ninguém está mais bem colocado do que nós, argentinos, para testemunhar estes dois pontos”, afirmou Milei no Fórum Económico Mundial de Davos, em 2024.
Inflação controlada e disciplina orçamental
A inflação, durante muito tempo um dos maiores problemas da economia argentina, foi drasticamente reduzida. Em dezembro de 2023, Milei assumiu o governo com uma inflação mensal de 25,5% de acordo com os dados do INDEC. Com rigorosa disciplina orçamental e compromisso com a estabilidade monetária, como redução da despesa pública, o governo conseguiu em dois anos de mandato baixar a inflação a menos de 2% mensal.
Risco-país em mínimos históricos
Os mercados financeiros reagiram com confiança renovada. Em janeiro deste ano, o índice de risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos base pela primeira vez desde 2018, segundo o JP Morgan. Este resultado reflete o impacto de excedentes orçamentais sustentados e de um sistema fiscal cada vez mais simplificado.
Uma visão de crescimento e liberdade
A agenda de reformas do governo inclui uma Lei de Modernização Laboral para aumentar a competitividade e o emprego formal, bem como uma reforma fiscal abrangente para reduzir a carga sobre famílias e empresas. Estas medidas que já estão em debate no Congresso, aliadas à reestruturação institucional e ao foco no crescimento do setor privado, criam um ambiente favorável ao investimento e à expansão económica sustentada.
No Fórum Económico Mundial de Davos, o presidente Javier Milei defendeu o capitalismo: “Se o Estado castiga os capitalistas quando têm sucesso, destrói os seus incentivos… Isso prejudicará toda a sociedade. Os empresários de sucesso são os verdadeiros heróis”, afirmou. E deixou uma mensagem aos líderes empresariais: “Se ganham dinheiro, é porque oferecem um produto melhor ao melhor preço, contribuindo assim para o bem-estar geral. Não cedam ao avanço do Estado”.
No mesmo fórum, em 2026, além de destacar o capitalismo como o sistema mais produtivo, concluiu que era moralmente superior ao socialismo, pois a intervenção estatal e a regulação são dinamicamente ineficientes por serem violentas e, portanto, injustas.
Perspetivas futuras
As organizações internacionais tomaram nota: o FMI prevê que a economia argentina cresça 4% tanto em 2026 como em 2027, superando a média regional e a prevista para os países do G20, e posicionando o país como um mercado emergente de referência.
A experiência da Argentina sob a liderança de Javier Milei demonstra como as reformas de mercado livre, a disciplina orçamental e a governação transparente podem inverter décadas de estagnação, reduzir a pobreza e restaurar a estabilidade económica. Ao entrar numa nova era de crescimento e modernização, o mundo observa com atenção, esperançado de que o sucesso argentino inspire transformações semelhantes noutras geografias.
Nota editorial: Federico Barttfeld é Embaixador da República Argentina em Portugal
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