
A frase
“Os militantes de Zelensky, apoiados com bilhões dos contribuintes europeus, estão agora invadindo igrejas ortodoxas na Ucrânia e ameaçando atirar em fiéis que ousam defender sua igreja”
— Utilizador do Facebook, 12 de novembro de 2025
“Os militantes de Zelensky, apoiados com bilhões dos contribuintes europeus, estão agora invadindo igrejas ortodoxas na Ucrânia e ameaçando atirar em fiéis que ousam defender sua igreja”, lê-se na descrição de um vídeo que está a ser amplamente difundido nas redes sociais nas últimas semanas. O vídeo soma centenas de gostos e partilhas, e surge reproduzido em diferentes páginas de Facebook.

O vídeo viralizou nas redes sociais, mas a origem da informação veiculada sob a forma de descrição do vídeo nunca é referida.
Ora, uma pesquisa através do Google Lens para apurar a origem do vídeo conduz-nos a publicações de outubro de 2024. “Padres pró-Putin lutam com clérigos que apoiam Kiev pelo controlo da maior catedral da Ucrânia”, titula o New York Post, que descreve o episódio que “durou horas”. Também o The Daily Mail escreve sobre o tópico, e esclarece sobre o que se vê no vídeo: apoiantes da Igreja Ortodoxa ucraniana pró-Putin do Patriarcado de Moscovo tentaram invadir a catedral cujos fiéis optaram por pertencer à Igreja Ortodoxa Ucraniana, segundo os relatos ouvidos pelo jornal. Ou seja, não foram soldados ucranianos que invadiram igrejas ortodoxas na Ucrânia.
Conclusão
O vídeo é verdadeiro, mas não são “militantes de Zelensky” a invadir igrejas ortodoxas na Ucrânia e a ameaçar disparar sobre fiéis. Pelo contrário, são apoiantes da Igreja Ortodoxa ucraniana pró-Putin do Patriarcado de Moscovo a invadir a catedral ucraniana.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.