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Chega acusa o primeiro-ministro de ser "um dos problemas de criminalidade"

André Ventura denuncia a falta de resposta de Montenegro com endurecimento das leis e penas de prisão às questões de segurança do país que "afunda em bandidagem de norte a sul".

Agência Lusa
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O presidente do Chega considerou nesta quarta-feira que o primeiro-ministro é “um dos problemas da criminalidade” em Portugal, enquanto a líder parlamentar da IL lamentou os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) por revelarem uma “tendência preocupante”.

https://observador.pt/especiais/menos-crimes-mas-mais-jovens-criminosos-e-cada-vez-mais-violentos-raio-x-ao-relatorio-de-seguranca-interna/

Estas posições foram assumidas pelos partidos nas respetivas declarações políticas da primeira sessão da Comissão Permanente, órgão que funciona quando a Assembleia da República está dissolvida ou em período de férias.

André Ventura, líder do Chega, afirmou que o país assistiu a “um aumento brutal e significativo de criminalidade nos últimos tempos”, exemplificando com dados dos distritos de Santarém, Castelo Branco e Leiria para argumentar que “o país afunda em bandidagem de norte a sul”.

https://observador.pt/2025/03/28/rasi-criminalidade-cai-em-lisboa-e-aumenta-nos-distritos-do-interior/

Para Ventura, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, “não é solução”, mas sim “um dos problemas da criminalidade em Portugal”, por não ter respondido com endurecimento das leis e penas de prisão às questões de segurança do país.

“Deixámo-los à solta? Deixámos. E hoje [quarta-feira] temos os nossos que já eram criminosos, os imigrantes que vieram e que também, em muitos casos, cometem crimes. E um aumento brutal de redes de tráfico de droga e de tráfico de seres humanos espalhado por todos os distritos do país”, afirmou.

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André Ventura acusou ainda o Governo de estar a operar, nesta quarta-feira no Porto, um “número de ilusionismo” com uma “ação de propaganda disfarçada de Conselho de Ministros”, acrescentando que, embora o executivo tenha assegurado que foi cumprido já um terço do programa eleitoral, várias promessas não foram cumpridas, como a descida do IRC em dois pontos percentuais ou a modernização administrativa.

https://observador.pt/2025/04/02/governo-criticado-por-ato-propagandistico-chocante/

A líder parlamentar dos liberais, Mariana Leitão, centrou também a sua intervenção nas questões de segurança interna, salientando que os dados do RASI de 2024 revelam uma “tendência preocupante” em aspetos como a criminalidade violenta e grave ou a delinquência juvenil.

“Estes números não podem ser ignorados e o panorama, embora que ainda não seja catastrófico, exige uma resposta rápida, eficaz e adaptada aos tempos atuais. Por isso, a questão que se impõe é: o que fazer para inverter esta tendência?”, questionou.

https://observador.pt/2025/03/24/criminalidade-violenta-sobe-no-rasi-mais-violacoes-roubos-e-delinquencia-juvenil/

A deputada liberal defendeu que, como resposta a esta tendência, é necessário garantir todos os meios às forças de segurança “que hoje enfrentam falta de recursos, efetivos envelhecidos e dificuldades operacionais” e o “investimento urgente em tecnologia que permita a deteção precoce de crimes e o combate eficaz à criminalidade organizada”.

Mariana Leitão pediu também um investimento em meios não letais para as forças de segurança por serem, argumentou, uma forma “decisiva para resolver situações de riscos, minimizando danos e, ao mesmo tempo, garantindo a segurança pública, protegendo a vida tanto dos agentes como dos cidadãos”.

O partido insistiu ainda que deve haver uma maior aposta no chamado “policiamento de proximidade” e deve ser criada uma “carreira administrativa especializada” dentro das forças de segurança para “melhorar a eficiência do trabalho policial”, bem como permitir que “os agentes de segurança se concentrem nas suas funções de segurança pública”.