Falem bem ou falem mal, mas falem. Apesar das polémicas nas quais a família esteve envolvida desde o início do ano — as críticas pela atuação nos incéndios na Califórnia, o acordo judicial entre Harry e o grupo de Rupert Murdoch, as más avaliações da primeira temporada de With Love, Meghan e, mais recentemente, a renúncia do príncipe do cargo de patrono de uma instituição de caridade sob acusações de bullying vindas da presidente –, o novo negócio de Meghan parece ir muito bem. Esta quarta-feira, a duquesa de Sussex decidiu abrir as vendas online dos produtos da As Ever, a sua marca de lifestyle lançada em março de 2024 como American Riviera Orchard, e em menos de uma hora já estava tudo esgotado.
“Estamos no ar! Venha comprar a coleção As Ever, à qual dediquei tanto amor. Estou muito entusiasmada por partilhar isto convosco”, escreveu Meghan no Instagram, por volta das 14h em Lisboa, 6h em Los Angeles. Na publicação, a duquesa já deixava o aviso: “Quantidades limitadas para cada lançamento sazonal”. Foram colocados à venda exatamente nove variedades de produtos: uma compota de framboesa numa embalagem especial vendida por 14 dólares, o mel de flores por 28 dólares, três sabores de infusões a 12 dólares cada, dois tipos de misturas para fazer crepes ou cookies custando 14 dólares cada e uma lata de pétalas de flores secas para decorar pratos por 15 dólares. Itens que ao fim de uma hora já não estavam mais disponíveis. “Nossas prateleiras podem estar vazias, mas meu coração está cheio!”, escreveu Meghan. “Esgotámos tudo em menos de uma hora e não vos posso agradecer o suficiente… Por celebrar, comprar, partilhar e acreditar. É apenas o começo!”, comemorou a duquesa.
Meghan abre as portas de casa à imprensa pela primeira vez
Nem a série da Netflix que leva o seu nome e ajudou a lançar a sua marca de lifestyle foi capaz de entrar porta adentro. Mas, uma semana antes dos produtos irem à venda, a duquesa decidiu abrir uma exceção. Pela primeira vez uma jornalista entrou na casa de Harry e Meghan em Montecito, na California. Julia Moskin, jornalista do The New York Times, foi a escolhida para uma visita que muitos profissionais da comunicação social já tentaram antes sem sucesso — a única condição foi de que nenhuma fotografia fosse tirada da residência, que custou mais de 120 milhões de euros na altura em que foi comprada, em 2020.
O artigo descreve brevemente a polémica que a primeira temporada da série da Netflix gerou — o que inclui críticas desde os conjuntos de panelas às técnicas gastronómicas, passando por acusações de que Meghan estaria a reproduzir o estilo de vida das tradwives. De acordo com a jornalista, a mulher do príncipe Harry terá ficado “claramente incomodada pelas acusações de que estará fora da realidade” e justifica o motivo de estar novamente a submeter-se aos holofotes: “Preciso de trabalhar e adoro o meu trabalho”. “É uma forma de conectar a minha vida doméstica e o meu trabalho”, destacou ainda. Sobre as críticas, falou pouco: “Não sabem que a minha vida não foi sempre assim?”
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Cozinha “ampla e desgastada”
Apesar de não permitir fotografias, a duquesa decidiu partilha um vídeo na própria cozinha nas suas redes sociais, a registar o momento em que conversou com a jornalista, ao lado da mãe, Doria Ragland. Sobre a casa, ficamos a saber pelo artigo que Meghan e Harry têm uma cozinha “ampla e desgastada”, que foi planeada e montada pelos donos anteriores. Mobilada com uma ilha de madeira e uma de mármore, um fogão antigo da marca de luxo Viking, dois fornos de pizza que não são usados, um frigorífico de duas portas e um congelador “lotado” de nuggets de frango, hambúrgueres vegetarianos e batatas fritas no estilo TaterTots. As paredes têm detalhes de azuleijos azuis e brancos.
Há ainda uma despensa num estilo mais antigo com armários para copos e conjuntos de chá e uma despensa mais moderna com ingredientes e lanches organizados. Nas prateleiras, Meghan guarda também livros de algumas gurus da culinária e chefs, como Giada De Laurentiis, Yotam Ottolenghi e Toni Tipton-Martin. Do lado de fora os duques de Sussex também mantêm um jardim onde plantam morangos e outras frutas. O detalhe que mais aproxima a família às raízes do príncipe Harry está do lado de fora da porta da cozinha, num lugar de destaque: uma fotografia de Harry ainda criança ao lado da mãe, a princesa Diana.
A entrevista terá acontecido há cerca de uma semana, exatamente quando Harry anunciava a renúncia ao cargo de patrono da Sentebale, uma instituição de solidariedade africana que criou há 20 anos. Nos dias seguintes a presidente da associação, em declarações à imprensa, acusou o conselho e o príncipe de bullying, misoginia e assédio. No artigo do NYT o caso da Sentebale não chega a ser citado e o duque de Sussex aparece apenas uma vez — a cruzar-se com a jornalista no jardim para atender uma chamada de trabalho.