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O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao executivo um programa de reconstrução na região fronteiriça de Kursk, ainda parcialmente ocupada pelas tropas ucranianas, segundo um documento disponibilizado no ‘site’ do Kremlin.
“O Governo da Rússia, juntamente com as autoridades regionais de Kursk, levarão a cabo um programa de reconstrução das infraestruturas da região de Kursk”, afirmou o líder russo antes da emissão da ordem, numa reunião com membros do Governo.
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O plano deverá estar pronto antes de 1 de julho deste ano para depois ser de imediato executado, segundo o documento.
Além disso, o Governo terá de compensar mensalmente 65.000 rublos (cerca de 770 dólares) aos habitantes que perderam as suas casas ou outros tipos de propriedade devido às ações do Exército Ucraniano no território de Kursk até ao momento da sua recaptura completa.
Os cidadãos desta região terão também facilidades extraordinárias nos procedimentos administrativos na área da saúde.
Moscovo acusou esta quarta-feira Kiev de atacar na última noite as infraestruturas energéticas nesta região fronteiriça, apesar da trégua acordada em 25 de março, que deixou mais de mil pessoas sem energia.
A Rússia e a Ucrânia têm trocado acusações de violação da trégua nos ataques a infraestruturas energéticas, que foi anunciada por Washington após conversações separadas com delegações dos dois países em Riade, na Arábia Saudita.
https://observador.pt/2025/04/02/zelensky-denuncia-ataques-deliberados-da-russia-contra-setor-da-energia/
No entanto, não foi mencionada qualquer data exata, quaisquer condições ou monitorização do entendimento e os relatos de ataques permanecem.
Nos últimos meses, a Rússia realizou uma grande contraofensiva para expulsar de Kursk as tropas ucranianas, que ainda ocupam uma pequena faixa do território próximo da fronteira.
Desde que invadiram a região, em agosto de 2024, as forças de Kiev chegaram a ocupar cerca de 1.300 quilómetros quadrados de Kursk.
No entanto, segundo dados do Instituto Americano para o Estudo da Guerra (ISW), um ‘think tank’ com sede em Washington que monitoriza a situação no terreno desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022, a presença das tropas ucranianas na província russa de Kursk está agora reduzida a apenas 80 quilómetros quadrados.