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OpenAI garante investimento de 40 mil milhões do grupo SoftBank, a maior ronda de financiamento de uma tecnológica

A dona do ChatGPT recebeu um investimento de 40 mil milhões de dólares do grupo japonês SoftBank. De acordo com a CNBC, é a maior ronda privada de financiamento de uma tecnológica.

Cátia Rocha
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A OpenAI, a empresa responsável pelo ChatGPT, recebeu um investimento de 40 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) vindo do grupo japonês SoftBank. A CNBC nota que esta é a maior ronda privada de financiamento na indústria tecnológica de que há registo.

No curto anúncio feito pela empresa de Sam Altman é revelado que a companhia fica, assim, avaliada em 300 mil milhões de dólares (277,6 mil milhões de euros). No fim de janeiro, meios como o Financial Times, a Bloomberg e o Wall Street Journal avançaram que estariam em curso conversações entre a OpenAI e o Softbank, falando-se num investimento entre 15 e 25 mil milhões de dólares — muito abaixo do valor agora revelado.

https://observador.pt/2025/01/30/japones-softbank-pode-vir-a-investir-ate-25-mil-milhoes-de-dolares-na-openai/

Segundo a OpenAI, o montante possibilitará “expandir ainda mais as fronteiras da investigação de IA [inteligência artificial], escalar a nossa infraestrutura de computação e disponibilizar ferramentas mais poderosas a 500 milhões de pessoas que usam o ChatGPT todas as semanas”.

Em relação ao grupo SoftBank, a OpenAI afirmou que “poucas empresas compreendem como escalar a tecnologia transformativa como eles”. Com o apoio do conglomerado, disse a dona do ChatGPT, a empresa continua a tentar “abrir caminho para uma AGI [inteligência artificial geral, um estado que superaria a inteligência humana] que beneficia a humanidade”.

Com uma avaliação de 300 mil milhões, a OpenAI fica muito perto do que valem empresas que se mantêm fora da bolsa, como a SpaceX (350 mil milhões de dólares) e a ByteDance (cerca de 315 mil milhões de dólares).

https://observador.pt/especiais/startup-xai-compra-rede-social-x-uniao-de-empresas-de-musk-pode-ter-riscos-para-privacidade-dos-utilizadores/

Uma fonte com conhecimento das negociações revelou à CNBC que o montante será disponibilizado de forma faseada: primeiro 10 mil milhões de dólares e os restantes 30 mil milhões no fim de 2025. E o SoftBank fez uma exigência: o valor total de investimento poderá ser reduzido até 20 mil milhões se a OpenAI não concluir a reestruturação até 31 de dezembro. O objetivo da reestruturação é que a OpenAI altere a forma de governação para que a entidade orientada para o lucro tenha um maior peso na estrutura. Atualmente, a OpenAI é liderada por um conselho de administração que tem obrigatoriamente de seguir uma missão alinhada com os objetivos de uma organização sem fins lucrativos.

https://observador.pt/2024/09/27/viragem-da-openai-para-o-lucro-pode-incluir-compensacao-ao-ceo-saidas-de-executivos-continuam/

Funções avançadas de imagem no ChatGPT de regresso à versão gratuita

Na semana passada, a OpenAI anunciou que o ChatGPT passaria a ter funções avançadas de geração de imagem incorporadas no chatbot. E, rapidamente, a internet foi testar as novidades, com um filtro em particular a ganhar popularidade, com fotos editadas ao estilo do japonês Hayao Miyazak, criador do Studio Ghibli.

https://observador.pt/2025/03/27/imagens-quase-saidas-de-um-filme-de-animacao-japonesa-estao-a-inundar-as-redes-sociais-a-culpa-e-do-chatgpt/

Ao início, as funcionalidades foram disponibilizadas em todas as versões do ChatGPT, incluindo a gratuita. Só que a popularidade surpreendeu a OpenAI e os sistemas da empresa estavam “a derreter” com a procura, levando a empresa a retirar as funções avançadas da versão gratuita.

Esta terça-feira, Sam Altman, o CEO da OpenAI, anunciou que a geração de imagem no ChatGPT “está agora a chegar a todos os utilizadores da versão gratuita”.

https://twitter.com/sama/status/1906867488320843823

Nos testes feitos pelo Observador foi possível confirmar que as ferramentas de imagem voltaram a estar disponíveis na versão gratuita. Mas há diferentes mensagens em relação às limitações de direitos de autor: num dos testes, foi apenas pedido que editasse uma imagem num estilo semelhante às imagens do Studio Ghibli, recebendo a imagem em alguns minutos.

No teste seguinte, já surge uma mensagem de limitação, ligada a direitos de autor: “Eu não posso recriar a imagem no estilo do Studio Ghibli, pois esse estilo é protegido por direitos autorais. No entanto, posso gerar uma versão inspirada em animações japonesas, com traços suaves, cores vibrantes e um toque artístico semelhante. Gostaria que eu seguisse essa abordagem?”, respondeu o ChatGPT. Uma mensagem semelhante às limitações impostas na semana passada, em que o chatbot se recusava a imitar o trabalho do estúdio de animação.

No terceiro teste, foi editada uma imagem, novamente com um pedido de um estilo de animação semelhante ao do Studio Ghibli. Não foi apresentado qualquer tipo de limitação ligada a direitos de autor.

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