
A frase
França diz agora que o financiamento da independência dos EUA foi um empréstimo e está a exigir 150 mil milhões de juros.
— Utilizador do Facebook, 13 de março de 2025
Várias publicações nas redes sociais afirmam que a França está a exigir 150 mil milhões de dólares aos Estados Unidos pela ajuda prestada durante a Guerra da Independência dos EUA. Utilizadores no Facebook e no Threads partilham a teoria com uma imagem do Presidente francês, Emmanuel Macron, no que aparenta ser uma comunicação ao país. Mas será verdade?
“França diz agora que o financiamento da independência dos EUA foi um empréstimo e está a exigir 150 mil milhões de juros”, lê-se num post datado de 13 de março.

Só que a informação é falsa. Nenhum meio de comunicação credível reportou sobre a suposta exigência francesa. A imagem de Macron que está a ser partilhada aparenta ser do discurso do Presidente francês ao país a 5 de março. Porém, nessa comunicação, disponível no site da Presidência francesa, Macron focou-se na guerra na Ucrânia e não fez qualquer comentário sobre a alegada dívida dos norte-americanos aos franceses.
Além disso, segundo o site do “Gabinete do Historiador dos EUA”, um portal gerido por historiadores especialistas em história da política externa dos EUA, o Congresso Continental aceitou, de facto, ajuda material e empréstimos de França durante a Revolução Americana. No entanto, as dívidas com o Governo francês foram saldadas em 1795, quando um banqueiro americano assumiu a dívida francesa a título privado e depois a revendeu com lucro.
Conclusão
Não há relatos credíveis de que França tenha exigido aos EUA o pagamento de 150 mil milhões de dólares de juros pelo dinheiro que emprestou durante a Revolução Americana.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.